Custará um silêncio mais do que uma resposta
Uma mentira menos do que uma omissão
Qual o preço afinal pelo barro despedaçado
que no fim da refeição a hipócrita hipocrisia deixa?
Existem tempos em que olhar o vazio é aterrador
Uma mancha invisível na sua densidão
Porém a luz tem o seu próprio condão de terror
E esta queima onde tudo agoniza mas nada amortiza
Chegar demasiado perto do sol é arder cego
Cair ás escuras terra adentro aguarda aquele que o tentou
Guiado por trovão contra a cresta do planeta que o acolhe
Recolhe da cinza que sobrou a essência que o salvou
Uma brisa bofeteia a pele mais recordada
Uma memória tão triste e dada a abandonada
Sobra o instinto que no sol tocou cego de luz
Existem tempos em que olhar o vazio é impulsionador